O ADUO, ou Additional Development and Upgrade Opportunities é um conceito criado pela FIA para os novos regulamentos de modo a tentar manter a grelha o mais competitiva possível e evitar uma repetição de cenários como o de 2014 com um domínio absoluto por parte da Mercedes.
No início da época, mais precisamente dia 1 de março, todos os 5 motores disponíveis no campeonato foram homologados e efetivamente congelados, com mudanças a ser permitidas apenas em casos excepcionais permitidos pelo regime ADUO.
Estes casos excepcionais são permitidos se um motor estiver entre 2 a 4% abaixo daquela que é a performance estabelecida pelos líderes do campeonato e dentro destes valores é possível que a equipa faça uma alteração durante a época de 2026. Se uma equipa se encontrar a 6%, terá acesso a duas alterações.
Neste momento existem 3 fornecedores de motores que se qualificam para estes possíveis upgrades, a Ferrari, a Audi e a Honda com a Red Bull a ficar de fora embora esteja de momento a ocupar a 6ª posição.
A FIA ainda não publicou uma lista oficial mas é esperado que uma avaliação formal chegue depois de Miami, no entanto estas 3 corridas permitiram que se pintasse um quadro claro do que se passa atualmente.
Ferrari.
É esperado que a Ferrari se qualifique para um upgrade com o seu motor de combustão a estar atualmente cerca de 25 cavalos abaixo do motor mercedes. Os clientes da Ferrari, a Haas e a Cadillac vão receber exatamente o mesmo motor.
‘Estamos bastante atrás da Mercedes, não percebo porque e não percebo como é que são capazes de espremer tanta potência do motor, talvez cheguemos lá.’ Afirmou Lewis Hamilton.
Aston Martin Honda
Tendo em conta aquele que foi o inicio de época para a equipa de Silverstone é esperado que tenham acesso a duas janelas de upgrades este ano com aquele que é claramente o pior motor da grelha. Inconsistências na recuperação de energia, vibrações agressivas causadas pela bateria e um alegado défice de 95 cavalos para a mercedes que resultam num total de 0 pontos atualmente. Resta saber se será suficiente para resolver o AMR26.
Audi:
Espera-se um upgrade. equipa nova com um projeto de motores completamente novo também, o défice é perceptível embora não seja astronómico.
Red Bull Powertrains:
A Red Bull é quem se diferencia por completo do resto da grelha e não pelas melhores razões. Ocupam a sexta posição ao fim de 3 corridas, um carro cerca de 10kg acima do peso mínimo e com um motor relativamente próximo do Mercedes, não há nada que o ADUO possa fazer pela equipa de Milton Keynes, embora Laurent Mekies o tenha afirmado no Japão. No entanto, Isack Hadjar foi contra as palavras do seu chefe de equipa:
‘Temos uma boa unidade de potência, tudo no motor é bom. O problema é o chassis, é terrível. Extremamente lento nas curvas.’
O deslize de Antonelli.
O atual líder do campeonato disse à Sky Italia que a Ferrari já tinha acesso a alterações através do ADUO embora ainda não houvesse uma confirmação da parte de nenhuma das entidades.
‘Sei que vão haver grandes mudanças, até com o ADUO a ser dado à Ferrari por exemplo, isto vai permitir que eles desenvolvam os motores. Vão certamente aproximar-se porque o carro deles já é bastante forte.’
No seguimento destas afirmações, a Eurosport Italia afirmou que este entendimento é ainda bastante prematuro e que as avaliações iniciais só iriam ser públicas depois de Miami com as primeiras alterações a chegarem possivelmente no início de junho, durante o Grande Prémio do Monaco.

