Segundo o The Race, a prioridade FIA e da Liberty Media depois do Grande Prémio Japonês será uma alteração aos regulamentos com a Qualificação a ser a principal visada.
Desde a primeira sessão de qualificação do ano na Austrália que ficou claro para fãs e equipas que as sessões de qualificação, normalmente o momento em que vemos os carros e pilotos no seu limite, foram as principais prejudicadas pelos novos regulamentos.
Com isto em mente, é compreendido que vão ser efetuadas ligeiras mudanças no regulamento no seguimento do Grande Prémio deste fim-de-semana, com as mudanças a entrar em ação possivelmente antes do Grande Prémio em Miami.
Com o inicio desta nova era na Formula 1, ficou claro que a atual maneira de gerir as baterias é incrivelmente prejudicial para o espetáculo de sábado e que este conceito terá de ser alterado de modo a proteger o segundo ponto mais alto do fim-de-semana.
Quais são as principais opções?
Foi revelado pela The Race esta quarta-feira que as sessões de qualificação do Grande Prémio de Shanghai foram o principal catalisador para uma das reuniões entre os chefes de equipa e a FIA e ao que parece, chegou-se a um entendimento relativamente à importância de fazer alterações pelo menos nas sessões de qualificação.
O objetivo destas alterações partirá por remover qualquer tipo de mecanismo de gestão de bateria durante as sessões de qualificação de modo a que este evento possa retornar a ser o que sempre foi no passado, a sessão que traz carros e pilotos o mais perto possível dos seus limites.
Existem no entanto barreiras para uma solução tendo em conta os atuais limites de energia.
Umas das possibilidades apresentadas pelo The Race é o aumentar os limites de harvesting ou colheita durante os períodos de super clipping que vemos atualmente no final das retas o que em teoria levaria os pilotos a parar de levantar o pé do acelerador na chegada à curva numa tentativa de recolher mais energia, mas os atuais níveis de energia permitidos continuariam a não ser suficientes para ver uma volta a 100%.
A solução para este problema seria alterar o atual ratio de energia distribuído entre motor de combustão e as baterias. Uma redução para 200kW dos atuais 350kW permitiria aos carros e pilotos realizar mais de uma volta completa sem necessitar de gerir a bateria mas isto iria naturalmente reduzir a velocidade dos carros. Com uma possível solução a ser o aumento da contribuição do motor de combustão interna com um modo específico para qualificação.
Relativamente às corridas, parecem não ser uma prioridade atualmente para as equipas.
Existem naturalmente pilotos menos satisfeitos com o atual estado do evento de domingo mas parece haver um consenso entre fãs e a FIA de que o atual estado parece fornecer o entretenimento necessário, mesmo com a questão da ‘artificialidade’.

Toto Wolff comentou sobre a matéria e afirma que é importante compreender o passado recente da Formula 1:
‘Todos fizemos parte da F1 quando não haviam ultrapassagens, isto no sentido literal. Às vezes somos demasiado nostálgicos relativamente ao passado mas acho que o produto atual é satisfatório.’
‘Vimos bastante ação no midfield e acho que isso é muito positivo. Agora do ponto de vista do piloto, quando se trata de ir ao limite na qualificação, isso é completamente diferente.’
‘É claro que lift and coast numa sessão de qualificação, para alguém como o Max Verstappen por exemplo que é um piloto de ataque constante, é claramente difícil de digerir.’
Fonte: https://www.the-race.com/formula-1/f1-has-a-clear-priority-fix-for-first-major-2026-rule-changes/

