Um míssil Houthi atingiu um edifício da petrolífera Saudi Aramco, na Arábia Saudita, numa altura em que falta cerca de um mês para a Fórmula 1 regressar ao Qatar. A escalada do conflito volta a colocar a segurança e a estabilidade da região sob atenção.
A cerca de um mês do Grande Prémio do Qatar de Fórmula 1, a tensão no Médio Oriente continua a aumentar. Durante a noite de terça-feira, um míssil lançado pelos Houthis atingiu um edifício administrativo da Saudi Aramco, em Dhahran, na Arábia Saudita, provocando um incêndio limitado. Não foram registados feridos no local.
O ataque aconteceu depois de uma coligação liderada pela Arábia Saudita ter bombardeado instalações de combustível perto de Sana’a, capital do Iémen. Os Houthis reivindicaram os ataques e ameaçaram voltar a atingir infraestruturas petrolíferas e aeroportos sauditas nos próximos dias.
Entretanto, em Riade, a queda de destroços de mísseis intercetados feriu quatro pessoas e danificou 15 habitações.
Com o GP do Qatar previsto para daqui a cerca de um mês, a evolução do conflito mantém a região sob atenção. Para já, este ataque não significa, por si só, que a realização da corrida esteja em risco, mas a escalada da violência volta a levantar questões sobre a segurança regional numa altura em que a Fórmula 1 se prepara para regressar ao Golfo.

