Chegamos à 6ª ronda do campeonato, no Mónaco, e parece que a Ferrari, pela primeira vez este ano, é a grande favorita a ganhar.
Apesar do domínio da Mercedes, devido ao seu motor e bateria, chegamos agora a um circuito onde os seus principais pontos fortes não farão diferença. Nas ruas estreitas do principado, a velocidade máxima e a entrega de energia elétrica são preocupações secundárias quando comparadas com o desempenho do chassis, aerodinâmica e estabilidade do carro.
É nestas áreas que a Ferrari tem mostrado alguns sinais particularmente encorajadores ao longo da temporada, mas que normalmente não são suficientes para acompanhar a Mercedes nas retas longas. Estes pontos fortes da equipa italiana poderão encontrar o seu ambiente ideal no exigente circuito do Mónaco, que historicamente tem recompensado carros com elevados níveis de gripo, tração e menos sensíveis a irregularidades no asfalto. Em suma, um carro que responda exatamente aos inputs que os pilotos dão e com um comportamento previsível.
Existe a forte convicção no paddock de que a Scuderia possui um dos melhores conceitos aerodinâmicos e um dos chassis mais equilibrados da grelha atual.
Para além disso, o Mónaco será o primeiro GP onde entrará em vigor a restrição aos rácios de compressão da Mercedes. E se os rumores que circulam desde o início do ano se confirmarem, esta nova diretiva poderá custar à equipa alemã cerca de 15 cv, o que se poderá traduzir em mais três décimos de segundo por volta.
Uma das avaliações mais notáveis veio do chefe de equipe da McLaren, Andrea Stella. Stella apontou abertamente a Ferrari como a referência, particularmente em ritmo de classificação.
O ambiente em Maranello é de claro otimismo, com o próprio Lewis Hamilton a admitir que este fim de semana representa uma oportunidade de ouro para a equipa somar um resultado relevante, “Esta é a única pista onde a potência não é o principal, mas sim, definitivamente, o desempenho do carro e acho que o nosso carro pode ser muito forte lá.”. Resta agora perceber se a mítica pista monegasca vai confirmar as expectativas e carimbar o primeiro grande momento de afirmação da Ferrari em 2026.

