A Aston Martin prepara-se para deixar para trás a versão do AMR26 que transformou o início da nova era da Fórmula 1 num pesadelo. Depois de mais um fim de semana no fundo da grelha em Spa, a equipa vai estrear na Hungria a primeira fase de uma profunda evolução do carro liderada por Adrian Newey.
Spa voltou a mostrar a dimensão do problema. Fernando Alonso foi eliminado no Q1 em 21.º, a mais de quatro segundos da frente, e terminou a corrida com duas voltas de atraso. Lance Stroll foi ainda mais direto: a equipa não encontra atualmente qualquer ponto forte no carro, apontando problemas de equilíbrio, falta de downforce, instabilidade e potência.
Apesar de a Aston Martin evitar o termo “B-spec”, as alterações são profundas ao ponto de exigirem um novo chassis, mais leve e sujeito a novos testes de impacto. A primeira fase chega ao Hungaroring com mudanças aerodinâmicas, na suspensão e em vários componentes, enquanto uma atualização do motor Honda está prevista para Zandvoort.
A Hungria será particularmente importante porque, sendo uma pista menos dependente da potência do que Spa, permitirá perceber melhor se as alterações ao chassis realmente funcionam.
E há outro fator a aumentar a pressão: Fernando Alonso vai avaliar o seu futuro durante a pausa de verão. O espanhol acredita que os resultados atuais não representam o verdadeiro potencial da Aston Martin, mas quer provas de que a equipa percebeu os seus problemas e consegue resolvê-los.

