F1 Championship

A previsão dos pilotos para Monza.

 

Durante as simulações iniciais para 2026, Monza foi aparentemente o circuito que apresentou mais dificuldades com os novos regulamentos. 

Com uma bateria que se esgota tão rápido e num circuito que carece de oportunidades de recarregamento suficiente, os atuais regulamentos apresentam-se extremamente limitados em velocidade pura no Autódromo Internacional de Monza. 

No entanto, depois dos ajustes à gestão de energia como a redução dos limites de carga e limitações à utilização da bateria, as previsões estão ligeiramente diferentes do que eram no início do ano. Ao que parece os carros não vão perder velocidade de maneira tão abrupta, apenas não vão chegar às velocidades que se viram em anos passados. 

Segundo Oscar Piastri, as velocidades de ponta vividas em Monza vão ser inferiores às vistas na Hungria: ‘Acho que nas nossas simulações estávamos mais rápidos na reta da meta na Hungria do que aqui.’ 

‘Não faz muito sentido mas é uma questão de simplesmente não ter bateria para gastar.’ Afirmou o australiano. 

No entanto, super clipping não será um problema em Itália devido ao limite de 5MJ imposto pela FIA relativamente à recarga de bateria e isto é importante acima de tudo para tentar manter o desafio das lendárias curvas do circuito Italiano. O limite imposto pela FIA garante que não vamos ter pilotos a baixar mudanças a meio de retas de modo a preparar a saída das curvas que se seguiam num esforço constante para a regeneração de energia. 

‘Se o limite de regeneração fosse mais alto íamos ver super clipping em todo o lado e carros a perder 30 a 40km/h no final de cada reta mas tendo em conta o limite atual acho que isso pode vir a ser ligeiramente mitigado.’ Disse Piastri. 

Estes comentários revelam uma das estratégias utilizadas pelos pilotos este ano para serem mais rápidos em pistas com este tipo de características, uma entrada mais lenta nas curvas pode em teoria permitir recarregar mais bateria em pistas que carecem de zonas mais adequadas para o fazer como Spa onde a melhor tática provou ser abrandar antes de curvas de alta velocidade, roubando alguma emoção ao desporto. No entanto Monza não apresenta oportunidades como esta segundo Lando Norris: ‘Acho que a diferença é que em Spa havia duas retas grandes mas havia muitas curvas entre elas onde se podia recarregar e depois utilizar a potência nas retas.’ 

‘Infelizmente aqui existem duas retas grandes seguidas e entre elas não existem propriamente curvas portanto não há energia, não há potência não há oportunidade para recarregar portanto é lento.’ 

Lindblad acredita que estas limitações de bateria podem vir até a criar perigos sérios em pista devido às diferenças de velocidade entre carros.

‘Vimos um pouco disto em Zandvoort mas era ok porque tínhamos o banking e era possível sair da frente de carros mais rápidos, mas aqui não há o espaço extra e as diferenças de velocidade vão ser maiores.’ 

‘Vai ser difícil preparar uma volta de qualificação, ter os pneus no ponto certo, a bateria recarregada e ter de lidar com o trânsito, não vai ser espetacular, precisamos de uma bateria melhor.’