As entidades competentes dentro da Formula 1 votaram esta segunda feira de maneira unânime uma série de alterações aos atuais regulamentos.
Equipas, fornecedores de motores, a F1 e a FIA reuniram ontem para efetuar uma série de ajustes de modo a mitigar os riscos de segurança que os atuais regulamentos trazem e para trazer de volta o espetáculo da qualificação aos sábados.
Era sabido já há várias semanas que estes ligeiros ajustes iriam acontecer de modo a mitigar aquele que tem sido um inicio controverso de uma nova era na Formula 1. Com uma alteração por total dos regulamentos a ser realisticamente impossível, esta reunião debruçou-se sobre o que realmente poderia ser alterado numa janela de tempo realista e que mantivesse aquela que é a filosofia original dos regulamentos, uma maior contribuição dos elementos eléctricos.
Várias propostas foram sugeridas ao longo das últimas semanas através de reuniões a envolver pilotos e engenheiros mas esta reunião trouxe-nos aquilo que efetivamente irá acontecer no futuro da F1 com algumas das mudanças a serem introduzidas já na próxima corrida, em Miami.
As mudanças são as seguintes:
Corrida
- O poder máximo do Boost mode está agora limitado a 150kW, limitando as diferenças de velocidade repentinas.
- Deployment do MGU-K mantém-se a 350kW em zonas de aceleração chave como saída das curvas até à zona de travagem mas será limitado a 250kW em outras zonas da volta
Estas mudanças procuram mitigar as diferenças de velocidade entre carros, de modo a evitar mais acidentes como o de Ollie Bearman no Japão mas ainda assim mantendo as características dos atuais carros.
Qualificação
- Ajustes aos parâmetros de gestão de energia, com uma redução de 8MJ para 7MJ no limite máximo de recarga de modo a reduzir o impacto do harvesting e a encorajar os pilotos a escolher uma abordagem mais agressiva durante a qualificação.
- Potência máxima durante o super clipping aumentada em 100kW para 350kW de modo a reduzir o tempo que os pilotos passam a recarregar a bateria e de modo a reduzir a influência do piloto na gestão de energia. Esta medida também será aplicada durante as corridas.
Arranques em corrida
- Foi apresentado um novo mecanismo de modo a detetar que carros têm uma aceleração abaixo do esperado ao largar a embraiagem que irá automaticamente ativar o MGU-K de modo a garantir uma velocidade mínima de aceleração para mitigar os problemas vistos nos arranques.
- Será introduzido um sistema de aviso visual que ativará ao ser detetado um mau arranque de modo a avisar os restantes pilotos para evitar acidentes.
- Haverá um reset completo da energia no inicio da volta de formação de modo a corrigir inconsistências no sistema.
Condições de chuva
- Foram aumentadas as temperaturas das coberturas dos pneus intermédios de modo a melhorar a aderência na fase inicial da volta e melhorar o desempenho dos pneus em situações de chuva.
- Deployment do ERS será reduzido de modo a limitar o torque e aumentar o controlo dos pilotos sobre o carro em conduções de aderência reduzida.
- Sistema de luzes traseiras será simplificado de modo a fornecer sinalizadores visuais mais claros e consistentes de modo a ajudar na visibilidade.
Todas estas alterações terão de ser ainda aprovadas pelo concelho mundial da FIA, mas segundo o The Race, isto será apenas uma formalidade e em Miami já deveremos contar com grande parte delas.

