FIA

FIA aprova proposta para acabar com o limite de mandatos presidenciais.

Mohammed Ben Sulayem poderá continuar a liderar a FIA muito para além de 2033.

A Assembleia Geral da FIA aprovou esta quinta-feira, com mais de 90% dos votos, uma proposta que elimina o limite de mandatos para o cargo de presidente da federação.

Na prática, a decisão significa que Ben Sulayem deixa de estar limitado aos atuais três mandatos de quatro anos e poderá permanecer no cargo indefinidamente.

Segundo várias fontes citadas pela BBC, o atual presidente da FIA pretende também remover o limite de idade de 70 anos imposto aos candidatos à presidência, abrindo a porta à possibilidade de continuar no cargo durante o tempo que desejar.

A decisão representa uma mudança significativa na estrutura de governação da FIA.

O limite de três mandatos tinha sido introduzido pelo antigo presidente Jean Todt precisamente para garantir uma renovação regular da liderança da federação. Antes disso, Max Mosley liderou a FIA durante 16 anos, entre 1993 e 2009.

Mas as alterações aprovadas em Macau não se limitaram aos mandatos.

Os membros da FIA aprovaram também regras mais exigentes para futuros candidatos à presidência. A partir de agora, os candidatos terão de demonstrar experiência suficiente dentro de uma entidade membro ou de um organismo da FIA. Além disso, a lista completa de vice-presidentes terá de ser apresentada 100 dias antes das eleições, mais do dobro do prazo anterior.

Na prática, estas alterações poderão tornar mais difícil o aparecimento de candidatos capazes de desafiar Ben Sulayem nas próximas eleições.

As mudanças já estão a gerar críticas dentro da própria FIA.

Robert Reid, antigo vice-presidente para o desporto e uma das vozes mais críticas da atual liderança, alertou que os limites de mandatos são um mecanismo importante para garantir a renovação e evitar que qualquer dirigente se torne “estruturalmente indispensável”.