Presidente da FIA apoia o regresso da Argentina ao calendário.
Mohammed Ben Sulayem encontrou-se com Javier Milei, o presidente argentino em Buenos Aires para o congresso Americano da FIA e a dupla discutiu um possível retorno da Argentina ao campeonato mundial de F1.
Milei tem um tremendo desejo de retornar um Grande Prémio ao país sul americano que foi anfitrião de 20 grandes prémios entre 1953 e 1998. Com o interesse argentino no desporto a explodir depois da estreia de Franco Colapinto e melhorias a ser efetuadas ao circuito de Buenos Aires, o presidente argentino afirma que o país tem todas as condições para um eventual regresso.
‘Temos a tradição. Temos os pilotos. E estamos finalmente a restabelecer a seriedade institucional que estas categorias exigem antes de eleger um país.’ Afirmou Milei em declarações na cimeira da FIA.
‘Está na altura de acelerar a toda a velocidade nesta direção e sugiro que tornemos este congresso americano o primeiro passo para este regresso.’
Sulayem apoiou as palavras de Milei na cimeira e afirma que vai apoiar a iniciativa de ver o campeonato mundial de F1 e o campeonato mundial de Rally à Argentina:
‘Se a Argentina merece fazer parte do calendário de F1? Sim. Existe história, currículo; a primeira corrida aqui foi em 1953. O Rally começou em 1980.’
‘Existe um amor por desporto motorizado e a situação económica é boa, a Argentina está melhor agora por isso sabemos que é exequível.’
No entanto, por mais que Sulayem apoie a iniciativa, um grande prémio só se realizaria através de um acordo entre o governo argentino e a Liberty Media, detentora dos direitos de Formula 1. Stefano Domenicali, CEO da Formula 1 já disse que se encontra aberto a um possível retorno desde que seja possível ter um recinto com as condições necessárias e que cheguem posteriormente a acordo.
Domenicali já tinha mencionado durante a pausa de verão que existiam negociações para que a América do Sul receba um grande prémio num futuro próximo.
Mesmo com o possível apoio da FIA e da Liberty Media, continua a haver outro problema. O calendário está atualmente limitado a 24 corridas, e uma vaga para a Argentina seria difícil de encontrar a não ser que outro evento acabe por cair como foi visto no inicio deste ano no médio oriente.
‘Para além do aspeto emocional, também existe um lado racional no que toca ao calendário. A Argentina merece mas existe um processo a seguir. Um plano económico e existe um numero limitado de vagas. Se a Argentina entrar alguém tem de sair.’ Afirmou o presidente da FIA.

