
A Ferrari voltou a apontar o dedo à FIA depois de uma situação que está a gerar muita discussão no paddock.
Antes do início da temporada, a equipa italiana apresentou um conceito de difusor para o SF-26 que acabou por ser rejeitado pela FIA durante as verificações de legalidade. Segundo a FIA, a solução não cumpria os regulamentos técnicos e teve de ser removida antes do arranque da época.
No entanto, durante as últimas corridas, a Ferrari identificou no Mercedes W17 uma solução considerada semelhante àquela que lhe tinha sido proibida meses antes. A situação levou a equipa de Maranello a pedir esclarecimentos sobre a diferença de tratamento entre os dois casos.
A questão começa no conceito que a Ferrari levou para o SF-26:
O conceito desenvolvido em Maranello utilizava extensões serrilhadas na parte superior do difusor, uma área crucial para controlar o fluxo de ar na traseira do carro e gerar mais carga aerodinâmica. A ideia era aproveitar melhor o ar vindo das laterais e direcioná-lo para o difusor, aumentando a eficiência da parte traseira do SF-26.
A principal diferença para o W17 parece estar em pequenos detalhes da geometria e das dimensões dessas extensões serrilhadas. Após pedidos de esclarecimento da Ferrari, a FIA acabou por definir limites mais concretos para esta área do carro e a Mercedes teve até de fazer alguns ajustes ao seu difusor. Ainda assim, o conceito foi considerado legal.
A grande questão agora é perceber se estamos perante duas soluções tecnicamente diferentes ou se a FIA interpretou os regulamentos de forma distinta em momentos diferentes da época.

